Apresentação

Atualizado: Mai 8


Com sabedoria, o escritor argentino Jorge Luis Borges, refletindo sobre o homem e o tempo, afirma que “tudo nos diz adeus, tudo nos deixa”. Há, no entanto, segundo ele, algo que se queda, algo que permanece, algo que, de tão relevante, não pode e não deve ser esquecido.


São as nossas memórias. Acontecimentos extraordinários que precisam ficar registrados. Um presente do tempo, o modo pelo qual ele, esse tirano incontido, se faz generoso conosco: compensando a efemeridade da vida, nos dá a oportunidade de sermos importantes.


E essa importância depende, essencialmente, da capacidade que tenhamos, enquanto povo, de aprender e de ensinar às gerações seguintes, através dos nossos erros, como a escravidão, e acertos, como o Quilombo dos Palmares, onde a alegria e o contentamento misturam-se a dores e horrores, compondo o enredo da nossa história.


Somente assim, aprendendo e ensinando, as pegadas deixadas pelo caminho não se apagarão e terão algum sentido. Tudo o mais é caminhar sem direção. Tudo o mais terá sido inútil.


Mas, ainda bem que não somos inúteis. Este Centro Cultural e de Memória do Poder Judiciário de Alagoas pretende mostrar um pouco isso. Aqui, guardamos algumas pegadas. Elas nos convidam a olhar criticamente sobre o que fizemos. Que esse olhar nos faça lembrar o quanto de humano, ainda, há em nós.


Tutmés Airan de Albuquerque Melo

Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas

Biênio 2019/2020









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